O Governo Federal anunciou um plano de investimentos que prevê a aplicação de aproximadamente R$ 672,4 milhões em aeroportos da Região Norte ao longo do ciclo de planejamento de 2026 e 2027, com recursos destinados a obras, estudos e melhorias em dez terminais aeroportuários da região amazônica. A iniciativa é parte de uma estratégia do Ministério de Portos e Aeroportos para ampliar a conectividade aérea regional, fortalecer o transporte de passageiros e promover a integração entre municípios, especialmente em áreas isoladas onde o transporte aéreo é frequentemente essencial.
De acordo com o plano, os recursos serão distribuídos em diversas frentes de atuação, incluindo a elaboração de estudos e projetos básicos para terminais como o de Carauari, no Amazonas, onde está prevista a implantação de um novo aeroporto, além dos aeroportos de Breves e Redenção, no Pará. Também estão contempladas a instalação de estações meteorológicas em cidades como Barcelos (AM), Breves e Redenção, medidas que visam reforçar a segurança e a previsibilidade das operações aéreas.
As obras de infraestrutura previstas incluem modernização de instalações, adequações operacionais e melhorias no atendimento aos usuários nos terminais de Guajará-Mirim (RO), Parintins e Carauari (AM) e Rorainópolis (RR). Esses investimentos buscam não apenas elevar o padrão da infraestrutura aeroportuária, mas também dinamizar o desenvolvimento econômico local, contribuindo para o deslocamento de pessoas, mercadorias e serviços em uma região de grande extensão territorial e com limitações de transporte terrestre.
O pacote de investimentos também contempla aeroportos em áreas de difícil acesso na Amazônia Legal, como os de Eirunepé, Iauaretê e São Gabriel da Cachoeira, todos no Amazonas, além do aeroporto de Marechal Thaumaturgo, no Acre. Esses terminais são estratégicos para integrar localidades isoladas com grandes centros urbanos e facilitar o acesso a serviços essenciais, como saúde e comércio, reforçando o papel do transporte aéreo como elemento central da mobilidade regional.
Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o foco desses aportes está justamente na importância da aviação regional para a Região Norte, onde muitas cidades dependem de voos regulares como principal meio de deslocamento. A perspectiva é que a qualificação da infraestrutura dos aeroportos tenga impacto direto na mobilidade da população e no desenvolvimento socioeconômico dos municípios atendidos.
Além de obras físicas, parte dos recursos será aplicada na fase de estudos técnicos e elaboração de projetos detalhados, etapa que permite uma definição mais precisa das intervenções necessárias e a viabilização de obras de maior impacto. Essa abordagem estratégica visa garantir que os investimentos sejam realizados com eficiência, respeitando as demandas e peculiaridades de cada localidade beneficiada.
Os aportes previstos no ciclo 2026/2027 fazem parte de uma carteira nacional de investimentos em aeroportos regionais impulsionada pelo Ministério de Portos e Aeroportos, que soma mais de R$ 1,8 bilhão para diferentes regiões do país. No caso do Norte, o foco na modernização e ampliação da rede aeroportuária reforça a intenção do governo federal de fortalecer a aviação regional como um dos vetores de desenvolvimento econômico e social no Brasil.
Com esse pacote de R$ 672 milhões, a Região Norte deve avançar não apenas em capacidade física e operacional de seus aeroportos, mas também em conectividade e integração, aspectos fundamentais para uma região de grandes distâncias e desafios logísticos, ajudando a reduzir desigualdades e ampliar as oportunidades de acesso à infraestrutura de transporte no país.
Autor: Jormun Baltin Zunhika













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