ID CTVM explica por que a escolha do meio de pagamento em resgates, amortizações e repasses a cedentes interfere na velocidade e na precisão da conciliação
Resgates, amortizações de cotas, repasses a cedentes e pagamentos de sacados movimentam diariamente os fundos estruturados, e a ID CTVM processa essas liquidações via Pix e TED em contas de pagamento integradas nativamente à controladoria dos fundos que administra. Na ID CTVM, essa integração faz com que o dinheiro e o registro contábil caminhem pelo mesmo sistema, o que muda a forma como cada meio de pagamento é aproveitado na rotina. Para Rodrigo Balassiano, diretor da instituição, discutir Pix e TED no contexto de um fundo vai além da conveniência: trata-se de escolher o trilho que permite identificar, conciliar e contabilizar cada valor com o menor intervalo possível.
Dois trilhos com lógicas diferentes
A TED é liquidada pelo Sistema de Transferência de Reservas, o STR, e funciona em dias úteis, dentro da grade de horários definida pelo Banco Central. É um meio consolidado, usado há décadas para transferências entre instituições, inclusive de valores elevados, e segue presente em boa parte das operações do mercado de capitais.
O Pix, lançado em novembro de 2020, é liquidado pelo Sistema de Pagamentos Instantâneos, o SPI, em poucos segundos e em qualquer dia e horário. Além da velocidade, o arranjo foi desenhado com identificadores padronizados para cada transação, o que facilita associar um pagamento recebido à obrigação que ele quita.
Para um fundo, essa diferença não é apenas de prazo. Um pagamento que chega com identificação estruturada pode ser casado automaticamente com o recebível correspondente, enquanto um crédito sem referência clara exige investigação manual antes de ser reconhecido na carteira.
Onde cada trilho se encaixa na rotina de um fundo
Na prática, a escolha costuma variar conforme o tipo de evento. Repasses a cedentes em operações de antecipação de recebíveis, nos quais a agilidade faz parte do serviço prestado à empresa, tendem a se beneficiar da liquidação instantânea. Pagamentos de sacados pulverizados, com milhares de pequenos valores, ganham com a identificação padronizada de cada transação. Já operações de maior porte, entre instituições que operam com rotinas consolidadas no STR, continuam frequentemente sendo liquidadas por TED.
Rodrigo Balassiano observa que oferecer os dois trilhos dentro da mesma infraestrutura evita que a escolha do meio de pagamento crie uma segunda camada de conciliação. Seja qual for o canal, o lançamento chega ao mesmo ambiente em que a carteira é controlada.
A disponibilidade contínua do Pix também traz uma questão operacional própria. Um pagamento recebido em um sábado ou durante a madrugada precisa ser reconhecido corretamente na data a que pertence, sem se perder entre fechamentos de cota. Isso exige que a controladoria trate entradas fora do horário comercial com a mesma regra aplicada às recebidas em dias úteis, para que o patrimônio do fundo seja apurado de forma consistente.
A conta de pagamento como elo com a controladoria
O ponto central da arquitetura está na integração entre as contas de pagamento, que a instituição opera com autorização do Banco Central, e a controladoria responsável pela apuração diária de cota. Quando um sacado paga um título, o crédito na conta do fundo e o registro da baixa do recebível ocorrem no mesmo sistema, sem depender de extratos bancários de terceiros conciliados no dia seguinte.
Esse desenho também ajuda a reduzir o efeito conhecido como cash drag, o período em que o recurso já entrou no fundo, mas ainda não foi reconhecido e realocado. Com mais de 9 mil contas operacionais e de pagamento ativas, a escala torna inviável qualquer processo que dependa de conferência manual lançamento a lançamento.
Rodrigo Balassiano, diretor da ID CTVM, resume a lógica por trás dessa integração:
“Para o cotista, não importa se o pagamento veio por Pix ou por TED. Importa que a cota do dia reflita o que efetivamente entrou e saiu do fundo. Quando o meio de pagamento está ligado diretamente à controladoria, a liquidação e a contabilização deixam de ser duas etapas separadas por horas ou dias. É isso que nos permite falar em conciliação em tempo real, e não em conciliação de fim de dia”, afirma o executivo.
Visibilidade para a gestora
A informação gerada pela liquidação não fica restrita à retaguarda. O Portal do Gestor oferece acompanhamento de carteiras, emissão de ordens e visibilidade de liquidação em tempo real, o que permite à gestora saber, sem esperar o fechamento do dia, se um resgate foi pago, se um repasse ao cedente foi concluído ou se o pagamento de um sacado já foi reconhecido.
Rodrigo Balassiano pondera que essa visibilidade tem efeito direto sobre a gestão de liquidez. Uma gestora que enxerga as entradas à medida que acontecem consegue decidir com mais precisão quando há caixa disponível para novas aquisições de recebíveis, sem manter recursos ociosos por precaução.
Pagamentos instantâneos como parte da infraestrutura
A presença crescente do Pix em transações empresariais, incluindo modalidades recentes voltadas a cobranças recorrentes, tende a ampliar o volume de recebíveis liquidados de forma instantânea nas carteiras de fundos estruturados. Rodrigo Balassiano avalia que, nesse cenário, a vantagem estará com as estruturas capazes de transformar velocidade de pagamento em velocidade de informação, garantindo que cada valor recebido chegue à cota, ao relatório e à gestora no mesmo ritmo em que chega à conta.
Sobre a ID CTVM
A ID CTVM é uma instituição especializada em infraestrutura para o mercado de capitais, com serviços de administração fiduciária, custódia, escrituração, controladoria e distribuição de fundos de investimento. Fundada em 2020, a companhia reúne atualmente mais de 550 fundos e mais de R$ 50 bilhões sob administração e custódia, com presença relevante em estruturas como FIDCs, FIPs e FIIs. Combinando tecnologia, governança, conhecimento regulatório e eficiência operacional, a ID oferece suporte a gestores, investidores, empresas e demais participantes do mercado, contribuindo para operações mais seguras, eficientes e transparentes.








