Anvisa apreende mais de 1.000 produtos irregulares em operações no Aeroporto do Galeão

Mãos protegidas por luvas inspecionam etiquetas de bagagem durante procedimento de segurança em aeroporto.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apreendeu mais de 1.000 produtos sujeitos a controle sanitário durante 19 ações realizadas na primeira quinzena de setembro no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, o Galeão. As fiscalizações ocorreram em parceria com a Receita Federal e a Polícia Federal e envolveram passageiros de voos nacionais e internacionais.

Entre os itens retidos estão 347 unidades de tirzepatida, 572 de retatrutida e 198 de GHK-Cu. A operação também resultou na apreensão de 113 frascos de anabolizantes. Somados, os volumes informados pela agência chegam a 1.230 unidades, embora a divulgação oficial destaque o total como superior a 1.000 produtos irregulares.

As ações fazem parte da fiscalização realizada em um dos principais aeroportos de entrada e saída de passageiros do país. O Galeão concentra conexões domésticas e internacionais, o que amplia a necessidade de integração entre os órgãos responsáveis pelo controle sanitário, aduaneiro e policial no terminal.

Produtos foram encontrados em voos nacionais e internacionais

Segundo a Anvisa, parte das abordagens foi direcionada a passageiros procedentes de Foz do Iguaçu. Também foram fiscalizados viajantes de voos internacionais originados em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e em Amsterdã, nos Países Baixos. A informação indica que a operação considerou diferentes fluxos de chegada ao aeroporto, sem se limitar a uma única origem ou modalidade de voo.

A presença de produtos sujeitos a controle sanitário em bagagens de passageiros exige a atuação coordenada de diferentes instituições. Enquanto a vigilância sanitária avalia a regularidade dos itens e os riscos associados à sua entrada no país, a Receita Federal atua no controle aduaneiro, e a Polícia Federal participa das ocorrências dentro de suas atribuições legais.

Esse trabalho integrado é especialmente relevante em aeroportos internacionais, onde o fluxo de pessoas e mercadorias ocorre em grande escala. A fiscalização pode envolver a identificação de produtos transportados, a verificação de sua situação regulatória e a adoção das medidas administrativas ou legais cabíveis em cada caso.

Retatrutida não está disponível para venda

Um dos produtos apreendidos foi a retatrutida, um medicamento experimental que, de acordo com a Anvisa, não está disponível para venda em nenhum país. A agência incluiu 572 unidades do produto entre os itens retidos durante as ações no Galeão.

A informação é relevante porque a circulação de substâncias ainda não autorizadas comercialmente envolve riscos adicionais de controle, origem e composição. A apreensão, no entanto, não permite concluir automaticamente que todos os passageiros abordados tenham cometido crime ou que os produtos apresentassem a mesma situação jurídica.

O comunicado da Anvisa menciona prisão especificamente em uma ocorrência relacionada aos anabolizantes. Por isso, a retenção dos produtos deve ser diferenciada de uma eventual responsabilização criminal, que depende da análise individual de cada caso e da atuação das autoridades competentes.

Fiscalização amplia controle sobre itens transportados por passageiros

Além dos medicamentos e peptídeos, os agentes encontraram 113 frascos de anabolizantes. A categoria reúne produtos que também estão submetidos a regras específicas de controle, o que torna sua entrada e seu transporte sujeitos à verificação pelas autoridades responsáveis.

Para os passageiros, a operação reforça que bagagens e objetos transportados em voos podem ser submetidos a inspeções no desembarque. O fato de um produto estar sendo levado para uso pessoal não elimina a necessidade de observar as regras brasileiras aplicáveis à sua importação, circulação e regularidade sanitária.

Divulgada em 22 de setembro e atualizada no dia 23, a informação da Anvisa mostra como a operação aeroportuária vai além do embarque, desembarque e processamento de bagagens. Em terminais como o Galeão, o controle de produtos transportados integra a rotina de proteção sanitária e de fiscalização das fronteiras aéreas do Brasil.

As 19 ações realizadas na primeira quinzena de setembro reuniram diferentes órgãos em torno desse objetivo. Ao atuar sobre passageiros de rotas nacionais e internacionais, a fiscalização busca impedir que medicamentos experimentais, peptídeos, anabolizantes e outros produtos irregulares entrem ou circulem no país sem atender às exigências brasileiras.