O Aeroporto Internacional de Brasília – Presidente Juscelino Kubitschek poderá receber um novo terminal internacional como parte de um plano de investimentos estimado em R$ 1,2 bilhão. A previsão consta do edital de repactuação da concessão, publicado em 9 de setembro de 2026 pelo Ministério de Portos e Aeroportos.
Além da nova estrutura para voos internacionais, o projeto inclui a construção de um edifício-garagem e de uma nova via de acesso ao aeroporto. A modelagem pretende ampliar a infraestrutura disponível na capital federal e reorganizar as obrigações da concessão, que continuará vigente até 2037, segundo as informações divulgadas pelo governo federal.
Leilão está previsto para dezembro de 2026
A sessão pública do leilão está marcada para 17 de dezembro de 2026, às 15h. O vencedor será definido pela maior alíquota oferecida no processo competitivo. O contrato estabelece ainda uma contribuição variável mínima equivalente a 5,9% da receita bruta anual da concessionária.
A repactuação foi estruturada a partir de uma solução consensual que envolveu o Tribunal de Contas da União (TCU), o Ministério de Portos e Aeroportos, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Inframerica, atual concessionária do Aeroporto de Brasília. Para o TCU, conforme registro disponível em sua base de pesquisa, o acordo busca assegurar a continuidade dos serviços e a sustentabilidade econômico-financeira da concessão.
Concessão terá alcance sobre aeroportos regionais
Uma das características da nova modelagem é a inclusão de dez aeroportos regionais no Programa AmpliAR. A futura concessionária deverá assumir a operação de aeródromos localizados em Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraná e Bahia.
A medida amplia o alcance geográfico do contrato para além do Distrito Federal. A associação entre o Aeroporto de Brasília e unidades regionais cria uma estrutura de concessão com atuação em diferentes mercados, conectando um terminal de grande relevância para a aviação brasileira a aeroportos de menor porte distribuídos por cinco estados.
As informações oficiais divulgadas até o momento não indicam que o novo terminal represente, automaticamente, a confirmação de novas rotas ou frequências internacionais. A obra está relacionada à expansão e à adequação da capacidade aeroportuária, enquanto a oferta de voos depende também das decisões das companhias aéreas e das condições de mercado.
Processo passou por consulta pública
Antes da publicação do edital, a proposta foi submetida a consulta pública entre 23 de junho e 7 de agosto de 2026. A etapa foi registrada pela Agência Nacional de Aviação Civil, que participou da construção do procedimento competitivo.
Detalhes apresentados pelo Ministério de Portos e Aeroportos durante a consulta pública já apontavam a previsão de investimentos, a contribuição variável e a incorporação dos aeroportos regionais ao contrato. A publicação definitiva do edital formalizou essas diretrizes e estabeleceu o calendário do leilão.
Impacto esperado para a aviação em Brasília
Brasília ocupa posição estratégica na malha aérea brasileira por sua localização e por funcionar como ponto de conexão entre diferentes regiões do país. Nesse contexto, a expansão da infraestrutura internacional pode oferecer melhores condições para o atendimento de passageiros e para o desenvolvimento futuro da conectividade aérea da capital federal.
O projeto também interessa a companhias aéreas, operadores aeroportuários, investidores e governos locais. A construção do terminal internacional, do edifício-garagem e da nova via de acesso deverá ser acompanhada pela execução das obrigações previstas no contrato repactuado. A efetiva transformação da capacidade do aeroporto, contudo, dependerá do cumprimento do cronograma e dos investimentos estabelecidos na concessão.








