O Porto de Santos registrou em agosto de 2026 o maior volume mensal de movimentação de contêineres de sua história. Foram 538,2 mil TEUs, unidade utilizada para contabilizar contêineres de 20 pés, em um resultado 3,9% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. Os dados foram divulgados pela Autoridade Portuária de Santos em 25 de setembro.
O desempenho coloca a movimentação de contêineres no Porto de Santos em destaque no comércio exterior brasileiro. O resultado mensal ocorre em um cenário de crescimento da movimentação acumulada de cargas, mas também revela diferenças entre os segmentos que compõem a operação portuária.
Recorde mensal de contêineres
Segundo a Autoridade Portuária de Santos, o volume de 538,2 mil TEUs superou o recorde anterior para um mês de agosto. A alta anual de 3,9% indica que o complexo manteve uma trajetória positiva nesse tipo de carga, mesmo com oscilações na movimentação geral registrada no mês.
Os contêineres são utilizados em operações de importação e exportação de diferentes tipos de mercadorias. Por concentrar parte relevante do fluxo de comércio exterior do país, o Porto de Santos funciona como um dos principais pontos de conexão entre a produção brasileira, os mercados internacionais e as cadeias de abastecimento.
O recorde, no entanto, não significa que todos os grupos de carga tenham apresentado o mesmo comportamento em agosto. Conforme os dados divulgados pela autoridade portuária, a carga geral teve retração de 0,5% na comparação com agosto de 2025. A diferença reforça a importância de analisar separadamente os indicadores de contêineres e o resultado agregado do complexo.
Movimentação acumulada supera 125 milhões de toneladas
Entre janeiro e agosto de 2026, a movimentação geral de cargas no Porto de Santos alcançou 125,9 milhões de toneladas. O volume representa crescimento de 3,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado, os embarques somaram 93,1 milhões de toneladas, enquanto os desembarques chegaram a 32,8 milhões de toneladas.
A diferença entre embarques e desembarques mostra o peso das operações de saída de cargas no resultado acumulado do período. O indicador também ajuda a dimensionar a função do complexo na logística nacional, tanto para o escoamento da produção quanto para a entrada de produtos e insumos destinados ao mercado brasileiro.
O desempenho do porto no primeiro semestre já apontava para uma expansão da atividade. Em publicação de agosto, o Ministério de Portos e Aeroportos informou que Santos havia movimentado 92,8 milhões de toneladas nos seis primeiros meses de 2026, alta de 5,05% sobre o mesmo intervalo de 2025.
Infraestrutura é desafio para a expansão
O aumento da movimentação de contêineres amplia a pressão sobre a capacidade dos terminais e sobre as conexões terrestres utilizadas no transporte de cargas. No balanço apresentado pelo governo federal, a evolução do setor foi associada à necessidade de ampliar a capacidade de contêineres e melhorar a integração entre portos, ferrovias e rodovias.
Essa integração é fundamental para que o crescimento da operação marítima seja acompanhado por ganhos nas etapas anteriores e posteriores ao embarque. A eficiência do sistema depende não apenas da disponibilidade de berços e equipamentos portuários, mas também do acesso às áreas produtoras, aos centros de consumo e aos corredores de transporte que conectam Santos ao restante do país.
O resultado de agosto, portanto, combina um recorde específico na movimentação de contêineres com um avanço relevante no acumulado de cargas. Ao mesmo tempo, a retração mensal da carga geral mostra que o desempenho do porto é formado por diferentes segmentos, sujeitos a comportamentos próprios ao longo do ano.
Com 125,9 milhões de toneladas movimentadas até agosto e o melhor resultado mensal de contêineres registrado até agora, o Porto de Santos segue como um indicador importante da demanda por infraestrutura logística e da dinâmica do comércio exterior brasileiro em 2026.








